Mais uma vacina anti-Covid apresentou resultados preliminares positivos na última fase de testes: uma eficácia de 95% até agora.




Foi melhor do que o esperado pelos próprios cientistas do laboratório americano Moderna. O presidente da empresa, Stephen Hoge, disse que é um marco histórico na luta contra a pandemia.

Cerca de 30 mil voluntários dos Estados Unidos participam da fase final de testes. Entre eles, pessoas no grupo de risco. Metade recebe duas doses da vacina; a outra metade recebe doses de placebo, que é uma vacina sem efeito nenhum.




Os cientistas, então, esperam até que parte do grupo seja infectada; 95 voluntários contraíram a Covid até agora. Noventa tinham tomado a dose sem efeito, e apenas cinco tinham recebido a vacina. Nenhum dos cinco teve um quadro grave da doença. Essa relação entre os dois grupos indica o percentual de eficácia da vacina: 94,5%. O mínimo exigido pela agência regulatória americana é 50%.

A vacina da Moderna usa o método chamado de RNA mensageiro, diferente das vacinas tradicionais, e o mesmo usado pela vacina das empresas Pfizer e Biontech, que também apresentou bons resultados na semana passada.




Normalmente, as vacinas levam para o nosso corpo o vírus da doença enfraquecido ou morto ou um pedacinho dele para ensinar o nosso organismo a produzir anticorpos. A vacina de RNA mensageiro só leva uma informação genética, uma espécie de receita, que estimula o corpo a produzir uma proteína do vírus. É o suficiente para que o sistema imunológico produza os anticorpos para nos proteger.

Ainda não existe nenhuma vacina de RNA mensageiro aprovada no mundo. A vantagem da vacina é que ela pode ser armazenada por até um mês em uma geladeira padrão sem perder a eficácia.

O laboratório afirma que tem capacidade para produzir 20 milhões de doses ainda em 2020 e até um bilhão em 2021.




Os cientistas não sabem ao certo quando a vacina vai estar disponível. Mas têm uma certeza: vão precisar de vacinas de vários laboratórios para imunizar toda a população.

Só na semana passada, um milhão de pessoas contraíram a doença.

O infectologista Anthony Faucy, da força-tarefa da Casa Branca contra o novo coronavírus, está otimista: “Agora temos duas vacinas realmente eficazes. É um passo importante para controlar a pandemia.”

Fonte: G1.