A Mata Ciliar de Jundiaí (SP) registrou em setembro um aumento de cerca de 350% no número de resgates. A associação recebia 10 animais por dia e, agora, esse número saltou para 45.




Isso ocorre, principalmente, devido à degradação do meio ambiente e ao baixo volume de chuvas registrado na cidade, além de várias queimadas, como afirma a coordenadora da Mata Ciliar, Cristina Harumi.

“As queimadas estão sendo muito fortes esse ano, e não só em outros estados, como no Mato Grosso, mas em todo o estado de São Paulo também. Nós recebemos um grande número de outros estados, municípios, principalmente em consequência das queimadas nessa época”, afirma.




Além disso, a coordenadora conta que o processo de adaptação dos filhotes é delicado e varia para casa espécie.

“Cada filhote tem sua particularidade. De repente, aqueles filhotes de cachorro do mato, tamanduá, é tipo de mamadeira, tudo diferente e precisa ser adaptado, porque o leite também é diferente. Para aves é a mesma coisa, de beija-flor até uma ema”, diz.

“A grande maioria não volta imediatamente, precisa de uma reabilitação, processo bastante complexo para que torne de novo apto para ser solto. Uma vez filhote, eles acabam se acostumando à presença humana e têm que entender que o humano é perigo.”




Fonte: G1.