Um dos brasileiros que foi voluntário dos testes desenvolvidos pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca no Brasil, veio a óbito.




Até o momento, não existe comprovação de que haja relação entre imunizante e óbito, mas o caso foi comunicado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na segunda-feira e divulgado nesta quarta-feira (21).

Também não se sabe ainda se o voluntário teria tomado o imunizante ou o placebo. Segundo informações do Portal G1, pesquisadores ligados aos testes do imunizante no Brasil apontam que o voluntário era um homem de 28 anos, médico e morador do Rio de Janeiro. Ele morreu devido a complicações da Covid-19.




No Brasil, a vacina desenvolvida em parceria entre o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford é a principal aposta do governo federal. Ela está na fase 3 dos testes, que começaram em junho.

Leia nota emitida pela Anvisa

Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação.




Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância. A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira.”