Os órgãos doados de Adriana Correia, que teve a morte cerebral confirmada pelos médicos após ser baleada na cabeça pelo ex-marido, em Salto (SP), foram para três pessoas que aguardavam transplantes de rins e fígado, de acordo com a família.




Ao G1, uma parente, que preferiu não se identificar, contou que Adriana costumava comentar que quando morresse gostaria de ajudar outras pessoas com a doação de órgãos.

“Sempre deixou claro que ela queria fazer a doação quando falecesse. No meio de uma tragédia, algo que não tem como explicar, a gente fez bem para as pessoas”, afirmou.
O crime foi registrado no dia 28 de setembro. O ex-marido Claudemir Pereira, de 45 anos, bateu no carro em que estava Ângela Muczinski, que era vizinha e amiga de Adriana, e a abordou.




Em seguida, Ângela saiu do veículo e foi baleada, no bairro da Estação na frente dos dois filhos da vítima, de 2 e 4 anos. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Assustadas, as crianças foram para um restaurante do bairro.