O preço de alguns produtos de hortifrúti aumentou nos meses de agosto e setembro em Jundiaí (SP). O tomate, por exemplo, teve um aumento de 60% se comparado com os outros meses e foi o alimento que mais sofreu aumento.




MATÉRIA G1 – De acordo com os comerciantes, o principal motivo foi a instabilidade do clima, que pode atrapalhar o amadurecimento de frutos.

Com isso, a caixa do tomate graúdo, que antes custava R$ 60, passou a custar R$ 80. O quilo da cebola foi para R$ 3. Outro produto que teve grande aumento no preço foi a cenoura. A caixa estava custando R$ 16,50 e foi para R$ 25,80. Já a alface americana teve um aumento de 31%, custando R$ 1,50.

Monitoramento

Diante da crise do novo coronavírus, que provocou uma corrida aos supermercados, o governo federal começou a monitorar o preço de alguns alimentos no país. O objetivo é saber se está existindo aumento abusivo. A investigação começou pelo leite.

Outro alimento que está no radar do governo é o feijão, mas ainda não está em investigação. Tradicional no prato do brasileiro, o grão subiu cerca de 70% no mercado interno nos últimos 30 dias.




No último ano, a área plantada caiu 7,5%, com colheita 3% menor. Segundo o setor, problemas climáticos afetaram as lavouras, o que também ajuda a explicar o resultado menor.

No campo, o feijão valorizou 55% em 12 meses, de acordo com o analista de mercado Jonathan Pinheiro, da consultoria Safras & Mercado. Ele conta que o valor vinha subindo desde o início do ano, mas que ganhou força após as medidas de isolamento para controle do coronavírus.