MATÉRIA G1 – Uma estudante de 21 anos foi abusada sexualmente durante um encontro marcado com outra mulher em Santos, no litoral de São Paulo. A mulher teria sido cúmplice do estupro, praticado por um homem que apresentou à vítima como sendo seu namorado. As informações foram confirmadas ao G1 nesta sexta-feira (28).




De acordo com o depoimento da vítima à Polícia Civil, o abuso sexual aconteceu no apartamento de uma mulher com quem ela marcou um encontro via Tinder, um aplicativo de paqueras. Elas conversavam há uma semana e decidiram se encontrar na noite de quarta-feira em um apartamento que, teoricamente, estaria vazio.

A estudante relatou que a outra mulher, que afirmou ter 20 anos, a convidou para ir à sua residência enquanto os pais estavam fora, em viagem. Elas se encontraram no apartamento e começaram a ingerir bebidas alcoólicas na sala da residência. No entanto, após alguns minutos, a moradora do local afirmou que seu namorado estava no quarto.

A vítima relata que ficou confusa, pois não sabia que a outra jovem namorava com um homem e que ele estaria no apartamento. Neste momento, um homem que a estudante afirmou ter cerca de 35 anos apareceu na sala, afirmando que “gostava de ver meninas fazendo sexo”. A jovem se recusou a participar da ação, mas foi agarrada na nuca pelo desconhecido e forçada a ‘beijar’ a outra mulher.




Ainda de acordo com o relato da jovem à Polícia, o homem tirou as roupas dela à força, a mordeu em algumas partes do corpo e, em seguida, cometeu o estupro, apesar dos protestos e pedidos para que parasse vindos da vítima.

A ação foi interrompida por volta das 22h, quando a mãe da vítima telefonou para avisá-la que estava esperando na rua para levá-la para casa. Ela foi embora do apartamento e encontrou a mãe. A jovem só contou sobre o ocorrido à parente quando já tinham chegado em casa.




A vítima foi levada ao pronto-socorro da Santa Casa de Santos, onde foi medicada e liberada. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia da Mulher na manhã de quinta-feira (27). A Polícia Civil afirma que as investigações estão bem adiantadas, mas não é possível obter maiores informações para não prejudicar o andamento do inquérito instaurado.