MATÉRIA G1 – Após o encontro de dois morcegos com diagnóstico positivo para raiva em Jundiaí (SP), a Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses começou uma análise de risco no bairro Fazenda Grande e região central da cidade, promovendo a busca de sinais dos animais.




A raiva é uma doença neurológica causada por um vírus, que leva a morte e pode ser transmitida de um animal doente para pessoas ou outros animais por meio de mordedura, arranhadura ou em situações específicas por contato direto.

Segundo a prefeitura, equipes da Vigilância visitaram na quarta-feira (19) casas ao redor do bairro Fazenda Grande, onde um morcego foi encontrado no dia 4 de agosto.

O morador levou o animal para a Vigilância no dia seguinte. É um exemplar de Myotis nigricans, outra espécie insectívora comum nas cidades.




No dia 4 de agosto, um morcego foi achado morto na área central da cidade, dentro de uma casa. A moradora comunicou o caso e se tratava de um exemplar de Tadarida brasiliensis, espécie insectívora comum nas áreas urbanas do município.

Somente os morcegos com comportamento anormal necessitam de atenção e podem estar contaminados. São os encontrados caídos no chão, voando durante o dia, pendurado em cortinas e janelas ou dentro de cômodos ou veículos.

Caso o morador encontre um morcego nessas situações, deve contatar imediatamente a Vigilância pelo telefone (11) 4521-0660. O animal será recolhido com segurança pelo setor para realização do diagnóstico da doença.




A prefeitura informou que a orientação para a pessoa que achar o animal é, se possível, isolar o cômodo em que o morcego foi encontrado e imobilizá-lo, colocando sobre ele um balde, pote de sorvete, pano ou caixa. Ninguém deve manusear os morcegos sem proteção, mesmo os encontrados mortos.

De acordo com a prefeitura, os morcegos são protegidos por lei e importantes para a manutenção do meio ambiente. Por isso, não devem ser feridos ou mortos. A vacinação de cães e gatos contra raiva deve ser feita anualmente.