MATÉRIA G1 – O artista circense Athos Silva Miranda, conhecido como palhaço Chumbrega, morreu de Covid-19 em Jundiaí (SP), na segunda-feira (3). Nascido em Birigui (SP), o palhaço tinha 77 anos e era considerado um dos mais antigos no ramo. Ele fazia espetáculos pelo Circo Di Napoli, que atualmente está na cidade de Campo Limpo Paulista (SP).


Nas redes sociais, o circo compartilhou uma homenagem ao colega. “Um senhor forte, sábio e muito querido, uma pessoa que distribuía conselhos e sabedoria a todos”, diz o post.

“Lembre-se Chumbrega, de onde estiver, você marcou história, deixará muita saudades e amamos muito você! Adeus, amigo Athos”, escreveu.

Athos foi internado no dia 17 de julho, no Hospital das Clínicas da cidade. Em seguida, foi transferido para o Hospital São Vicente, em Jundiaí. Ele foi enterrado no Cemitério Bosque da Saudade, em Campo Limpo Paulista.




Em nota, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) lamentou a morte de Athos, juntamente com o Centro de Memória do Circo, de São Paulo.”O circo está de luto, perdeu mais um de seus filhos ilustres, mais um mestre de suas artes, seus saberes e sua história. Descanse em paz, Chumbrega, agora em sua eternidade. Nós que aqui ficamos te aplaudimos de pé”, escreveu o centro.

Colegas de trabalho e amigos também lamentaram a perda nas redes sociais. Em um vídeo publicado no Instagram, o ator Marcos Frota agradeceu Chumbrega pelos anos de trabalho.

“Se despede hoje, com honra e dignidade, um grande artista do circo brasileiro. Obrigado, Chumbrega!”, disse Frota.
Athos trabalhou nos circos Di Roma, Spacial, Charles Barry, Beto Carrero, Marcos Frota e Stankowich, que é considerado o mais antigo do Brasil.