A vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida em parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac deve ser colocada à disposição até o final do ano. As informações foram passadas pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, em entrevista ao Jornal da CBN.



Ele afirmou ainda que estudos mostram a eficácia da vacina, que está acima de 90%. Dimas Covas disse ainda que 60 milhões de doses já estarão prontas em setembro, mas só serão distribuídas após a comprovação da eficiência da proteção do medicamento.
“O estudo clínico deve acontecer muito rapidamente”, destacou durante a entrevista, explicando que a expectativa é concluir a análise dos resultados de nove mil voluntários até outubro, no máximo. A partir daí, a vacina contra covid-19 pode ser registrada em regime de urgência.
Os voluntários que serão testados são da área da saúde, que, de acordo com Dimas Covas, facilitaram o experimento, já que estas pessoas tem exposição ao coronavírus.




O especialista acredita que a pandemia está longe de acabar no Brasil. No Estado de São Paulo, ele imagina que a quarentena deva durar mais nas cidades do interior. “Acho que vamos ter um bom período pela frente, com essas questões de quarentena, de ter que aumentar a quarentena. Nos lugares que estiverem um pouco melhor, você pode afrouxar um pouco, para não sufocar a atividade econômica. Mas nós vamos ter que aprender a conviver com a situação, que deve perdurar até outubro, novembro ou até dezembro em algumas regiões.”
A vacina será um grande avanço para melhorar este panorama e em poucos semanas, a partir do dia 20, começam os testes da terceira fase.