MATÉRIA TV TEC JUNDIAÍ – Jundiaí chegou a 41 óbitos nesta quinta-feira (21) e 557 casos confirmados da Covid-19. A taxa de ocupação de UTI, no setor público, foi a 65% (São Vicente) e a 74% no setor privado. Os números do Informe Epidemiológico foram atualizados pelo gestor de promoção da Saúde, Tiago Texera, que fez um alerta sobre  o crescimento  de pacientes/dia por leito de UTI na rede pública e priva da cidade, na terceira edição do Boletim TVTEC, ao vivo pelas redes sociais e canal 24 da NET.




No setor público a ocupação é de 65% e de 74% no setor privado “Em abril, a taxa média foi de 50 a 60 pacientes por leito. Na primeira quinzena de maio, subiu para 80 a 90 pessoas. E de 15 de maio para cá, o número cresceu para 120 a 130. Estamos num momento de crescimento acelerado, próximo do topo da curva. Não é momento de baixar a guarda. O crescimento está acelerado em relação a momentos anteriores”, alertou o gestor que reiterou a necessidade de se respeitar o isolamento social.

Tiago lembrou também que o município está investindo alto em testagem. A meta é chegar em 20 mil pessoas testadas em diversas frentes. Segundo o gestor, Jundiaí inicia testes com pessoas assintomáticos na próxima semana, simultaneamente à testagem com quem teve sintomas gripais nos últimos 40 dias, pelo Disque Coronavírus, no 156.




“A partir da semana que vem, visitaremos mais de 1300 residências que serão sorteadas. Vamos divulgar isso para dar segurança às pessoas. Vamos percorrer os bairros e percorrer as casas onde estão pessoas sem qualquer sintoma. Vamos ver de fato como elas estão”, adiantou. E lembrou que Jundiaí também está testando idosos que vivem em casas de repouso.

SOLIDARIEDADE

Um dos destaques do Boletim foi a parceria entre o Centro Pop da Prefeitura de Jundiaí e a Casa de Passagem do SOS – parceria que existe desde 2019 – para atender moradores em situação de rua. “Na situação de rua, essas pessoas estão muito ligadas a seus cães. A gente usou esse vínculo para trabalhar de modo terapêutico com eles”, informou Melina Nutti, terapeuta ocupacional da Casa de Passagem. Os moradores de rua estão confeccionando roupas para os animais, com tecidos doados (veja nesta edição como você pode ajudar).

O coordenador do Centro Pop, João Guilherme, garante que o trabalho tem sido muito positivo. “Não podemos ter oficinas, aglomerações. O trabalho os envolveu com algo diferente e que eles gostam – cuidar dos animais. Às vezes eles chegam a rejeitar a coberta oferecida na rua para dar aos seus animais”, comentou.